Quarta, 16 Agosto 2017

Paróquia nossa senhora da consolação realiza a maior encenação teatral de todos os tempos em praça pública

Escrito por  Publicado em Notícias de Colinas Segunda, 06 Abril 2015 10:35
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“PAIXÃO DE CRISTO”, PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONSOLAÇÃO EM COLINAS MARANHÃO REALIZA A MAIOR ENCENAÇÃO TEATRAL DE TODOS OS TEMPOS EM ESPAÇO PÚBLICO"
  
A Paróquia Nossa Senhora da Consolação em Colinas Maranhão, realizou mais uma vez em sua 3º Edição um belíssimo trabalho - Apresentação teatral,  contemplando o sofrimento, julgamento e morte de Jesus Cristo com encenações fantásticas e muito próxima da realidade do que aconteceu com Jesus Cristo a mais de dois mil anos.
 
  
Como comunicador e, sobretudo como cristão acompanhei de perto todas as encenações. Sinceramente, a dedicação e seriedade com as quais as personagens encararam e internalizaram os papéis, comoveu fortemente o público, uma aglomeração de pessoas formando uma verdadeira multidão ao longo dos trajetos realizados nos três capítulos da série.
  
No primeiro capítulo quarta-feira, aconteceu a abertura com o fogaréu – Procissão com início no Bairro Curimatá, envolvendo soldados e mulheres santas percorrendo as principais ruas da cidade a procura de Jesus. No segundo dia quinta-feira, logo após a Santa Ceia aconteceu o segundo capítulo com fortes e dramáticas cenas com início do julgamento e sofrimento de Jesus. No terceiro e último capítulo sexta-feira santa, continuo o julgamento, sofrimento, condenação e morte de Jesus Cristo.
  
A dramatização teatral envolveu uma estrutura extraordinária com mais de dez cenários exclusivos ao longo da peça; contou com um sistema de som e iluminação de última geração, além da poderosa F 250 Malvada acompanhando todos os percursos. O número de atores e atrizes envolvendo todos os participantes chegou a 130. Sinceramente, foi o maior evento teatral já realizado em espaço público em Colinas em todos os tempos.
  
Vale salientar que o Padre Raimundo Luzia, bem como toda sua equipe está de parabéns pelo compromisso e responsabilidade com o que assumem a missão e, em especial pelo resgate em trazer às pessoas a se aproximarem mais da Igreja e consequentemente a se perceber melhor como cristão, fortalecendo ainda mais a sua fé cristã que tanto necessita ser revitalizada diante de um mundo com tamanha desumanidade.
  
  
  
  

Fórum de Pilatos

CAIFAS: Pilatos, Hoerodes te devolves Jesus de Nazaré!

ANÁS: Disse que tu o julgues essa é a tua missão.

PILATOS: Trouxestes este homem sob a acusação de incitar a revolta. Como um agitador e perturbador da ordem pública interroguei em vossa presença e não encontrei culpa algumas dos crimes de que o acusais.

ANÁS: Isto é um absurdo!

PILATOS: Nem Herodes tão pouco, nem vedes nada há contra ele que lhe faça merecer a morte.

CAIFAS: Mais isto é uma irresponsabilidade!

PILATOS:Vou portanto dar-lhe a liberdade!

ANÁS: Vais por em liberdade um criminoso, que aqui trazemos para que o condenes.

CAIFAS: Um homem submetido ao nosso conselho e considerado réu de morte.

ANÁS: Este homem é réu de morte!

PILATOS: É verdade que és o rei dos judeus?

JESUS: Tu o dissestes, sim sou Rei. Para isto nasci e vim ao mundo, para dar testemunho da verdade. Toda homem que ama a verdade escuta a minha voz.

PILATOS: E o que a verdade? De quem é a verdade? Tua? Que afirma ser rei, que dizes ter reino e servos, e que impede que os teus homens lutem e te defendam. Que permites como rei que te prendam e ate as mãos. A verdade deles que aqui te trazem como bandido e falso rei para o qual pedem a morte? Ou a minha verdade que de tudo isto está farda! Disseste-me ser rei de uma reino o qual os homens não lutam e vivem sobre o império da verdade. os homens só não aceitam a luta quando lhe faltam ódio. Estais certos de que ele não é um louco?

ANÁS: Zombas de nós publicamente Pilatos.

PILATOS: Se ele não é louco? De onde vem então toda loucura que vos fez invadir todo o pátio e que convosco já sobe essas escadarias, vem a caso a loucura de dentro de voz?

CAIFAS: Além do ridículo, agora também nos injurias!

ANÁS: Este homem é réu de morte!

PILATOS: Obedecendo a tradição, pela páscoa sempre dou liberdade a um prisioneiro. Em nossas prisões encontra-se preso Barrabás. A quem queres pois que eu liberte, a Jesus de Nazaré ou o assassino Barrabas?

ANÁS: Barrabás?

PILATOS: Ou queires sangue somente.

ANÁS: Nada temos com Barrabás, trata-se desse ai.

PILATOS: Eu poderia vos dá sangue de agitador melhor do que esse.

PRINCIPE: Solta Barrabás!

PILATOS: Barrabás?

ANÁS: Morte a Jesus!

ESCRIBAS: Solta Barrabás!

ANÁS: Barrabás!

PILATOS: O que farei a esse a quem chamai rei dos Judeus?

ANÁS: A morte!

ESCRIBAS: Morte ao Nazareno!

PILATOS: Vou castigá-lo e dar-lhe liberdade, açoitai a Jesus de Nazaré! Eis que vos apresento Jesus de Nazaré, eis o homens!

ANÁS: Crucifica-o!

CAIFAS: A morte!

PILATOS: Tomai-o e crucifica-o vós!

ANÁS: Sabe Pilatos que o direito a 40 anos da morte nos foi tirado.

CAIFAS: Nós temos uma lei e segundo a lei ele deve morrer!

ANÁS: Ele deve morrer porque se fez filho de Deus.

CAIFAS: Diz que pe Cristo, o Messias.

PILATOS: Ele se diz isso? De onde és tu? Quem és tu? Levantam graves acusações contra te, pedem a tua vida e que eu te condenes e nada dizes? Então não sabes que tenho poder para te crucificar e que tenho poder para te dar a liberdade?

JESUS: Poder algum tu não terias sobre mim se do alto não te fosse dado, por isso, maior pecado tem quem mim entregou a ti.

PILATOS: Trazei Barrabás. Eis que cumpro minha palavra, conforme o vosso desejo Barrabás é livre.

POVO: Viva Barrabás!

PILATOS: Agora já que foi castigado soltarei também Jesus de Nazaré.

CAIFAS: Se soltas esse não amigo de Cesar

ANÁS: Todo homem que se faz rei é contra Cesar.

PRINCIPE: E tu pretendes soltar em vez de condená-lo?

CAIFAS: Queres ser também acusado de traição?

PILATOS: Basta! Acabe de assaltar-me uma impressão de que pareceis ter esquecido do tipo de autoridade ao qual vos estas dirigindo. Inexplicavelmente fugiu de vossa memoria que essa autoridade representa Roma. Eu é quem decido, a quem, quando e como se deve matar. Só Roma pode matar. Dizeis bem só eu posso condenar a morte. Já notaste isso, esse problema do poder, até mesmo o irracionais pode dar a vida, mas a dor, a injustiça, a morte, o mal enfim em toda sua dimensão, só pode ser imposto pelos poderoso. Em resumo, sem o poder não há o mal. A impunidade é o manto sob o qual o mal florece. A proposito o que dizes?

PRINCIPE: Tu dizias que representas Roma.

PILATOS: E tu Caifás o que dizes?

CAIFAS: Que só tu podes matar.

PILATOS: e tu Anás?

ANÁS: Pretendia dizer. Tu Pilatos é que parece que esqueceste do tipo de autoridades ao qual estais subordinado. Fugiu de tua memória que essa autoridade se chama Tibério? E tu bens conhece o orgulho e a violência de Tibério.

PILATOS: E tu mim ameaças com ela?

ANÁS: És tu que te esponhe a ela.

PRINCIPE: Tibério precisa de um governados na Júdeia e esse agora és tu. Poucos podem obrigar a Tibério que esse governador deva permanecer essencialmente.

ANÁS: Pilatos, muitos porém podem impor a Tibério que Pilatos deixe-o de ser.

PILATOS: E tu por exemplo.

ANÁS: Herodes com certeza.

PILATOS: E Anás com certeza e Caifás com certeza, e todos voz podeis é claro, fazer com que Tibério tire Pilatos do Governo da Judéia, mas o que não podeis evitar é que a Judeia tenha um Governador Tibério, o que não podeis evitar neste momento é que este Governador seja Pilatos. Pilattos representando poder conquistador, o poder impune, o poder da morte, sobre vos Anás, vos Caifás, e vos outros Príncipes e Sacerdotes que aqui representais e apenas um povo subjugado. Eis o vosso rei!

CAIFAS: Crucifica-o!

ANÁS: Crucifica-o!

PILATOS: Ei de crucificar o vosso rei?

ANÁS: Não temos outro rei se não Cesar!

PILATOS: Eis de crucificar o vosso Deus?

ANÁS: Não temos outro Deus, se não o Deus de Moisés.

PILATOS: Eu sou inocente do sangue desse homem, a voz pertence toda a responsabilidade. Que o seu sangue não caia sobre mim!

CAIFÁS: Que o seu sangue caia sobre nós e nossos filhos!

ANÁS: Caia sobre nós!

PILATOS: Que seja crucificado!

Via Sacra

MARIA: Será preciso todo esse sofrimento, João?

JOÃO: A palavra do profeta tem de ser cumprida não pode ser alterada!

MARIA: Exceto por Deus, exceto por Deus! Somente ele poderá alterá-la, pois ninguém pode exercer pressão sobre a sua mão ou saciar sua misericórdia. Ele que salva inocente e ovelha da boca do leão. Ele que proteja o cordeiro das garras afiadas da águia. Ele que cria e altera as ordens das estações e o caminho do mundo. Não poderá Ele, enviar um anjo pra deteriar à espada que ameaça a realização do sacrifício. Ele determinará o destino de meu filho, levando pra sentar a sua direita como foi predito pelas palavras do Rei Davi, o meu filho subirá aos céus como Elias numa carruagem de fogo!

JOÃO: Como Elias não, segundo a profecia Ele terá uma morte enfami, morrerá como homem qualquer desprezado e humilhado!

MARIA: Não! A Deus nada é impossível, Ele que pode modificar o curso do universo não seria capaz de apagar os pecados do mundo sem derramar o sangue de meu filho?

MADALENA: Vejam, ai vem Jesus!

MARIA: Pai celeste! Tem piedade de mim, não mim poupes qualquer sofrimento! Mais não mim separes de meu filho! Meu filho!!

JESUS: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorais por voz e pelos vossos filhos, porque dias viram em que se há de dizer felizes as histeria, felizes a entranhas que não poderão conceber e os seios que no apoderam amamentar então os homens dirão aos montes cair sobre nós e as colinas. Se eles fazem isto ao meio verde o que acontecerá ao meio seco.


Morte de Judas

JUDAS: Vós que passais, detenha-vos!, Vós que os detivestes, olhai para mim pasme! Aqui está o homem Eu, Judas. Eu mesmo quando mim recordo minha sombra estremece toda aminha carne. Aonde ides com tanta pressa? Ver um Deus morrer?, Ha!Ha!Ha! Esse é o vosso destino, essa é a vossa vingança, a nossa vingança, assistir a morte dos Deuses, Ha!Ha!Ha! Eu traí Ele saia-lhes. Eis o que seu pai Deus dos exércitos mim disse: "Judas traidor, tu és o símbolo do mal!", pois que seja! Símbolo mal, símbolo da desgraça, símbolo da traição e da vergonha, do ódio do desprezo e da perversão. Lembra-te também que Judas que tudo isto è o teu filho e tua obra, pai do traidor. Por que mim fizeste mal? Por que não pudestes mim fazer bom? Por que fazes a morte subir pelas nossas janelas entrar nas nossas casas pra exterminar as nossa crianças nas ruas e os nossos jovens na praça? E por isso nos desses olhos? Para chorar a morte dos mortos e lábios para beijar os lábios dos mortos, e mãos para enterrar o corpo dos mortos! Espirito para recordar a lembrança dos mortos, ó basta de viver da morte, basta de viver dos mortos! Por que se dá vida aos amargurados de animo?
CONCIENCIA: Pergunta-me?
JUDAS: Quem és?
CONCIENCIA: Teu irmão da amargura!
JUDAS: Então nada tens a dizer-me.
CONCIENCIA: Por que o traíste?
JUDAS: Há também a tua consolação é a miséria do homem, pois não te consolarais da minha enfamia. A imensidão do seu amor mim sufoca, e no infinito de sua misericórdia mim causavam náuseas. Ele tinha segredo queria matar o nosso velho Deus, acredita-lhes que seria possível viver sem o nosso velho Deus sem ira da sua voz e a implacável vingança de sua mão, sem eterno furo de sua presença. Ha, Ele tinha também uma terrível e louca missão queria limpar-nos dos nossos pecados, carregar sobre ele os nossos pecados. O que seria de nós de nossa vida sem pecado, que seria de nós sem o de nosso Deus sobre nos e sem o seu ódio sobre os nossos inimigos? Diz-me, tu poderias viver assim? Sem ódio, sem vingança, sem pecado e sem remoço, sem nada que justificasse a vida!
CONCIENCIA: Não estamos falando de mim!
JUDAS: Nem de mim! De repente tudo ficou vazio! Eu não sei mais onde está o começo, nem o fim, nem o por que das coisas. Apenas um imenso cansaço que mim escorre como água pelo corpo!
CONSCIENCIA: Vem comigo? Terais descanso absoluto!
JUDAS: É inútil é a alma também, um mar de amargura entrou-me pela boca e afoga-me o coração!
CONSCIENCIA: Vem! Para o descanso absoluto!
JUDAS: E "qual é" o teu descanso absoluto?
CONSCIENCIA:O que a morte dá!
JUDAS: Não morte, morte, não a morte!
CONSCIENCIA: Então vive com tuas lembranças, e teus remoço teu pecado, e teu desespero!
JUDAS: Morte sempre morte, apenas morte!
CONSCIENCIA: Ou julgas-te de antes a te clamar aos céus?
JUDAS: Se eu mim falar nem por isso se aplacarar a minha dor!
CONSCIENCIA: Então calas!
JUDAS: Se eu calar nem por isso se afastará de mim!
CONSCIENCIA: Então clamas o que te ajudas a desabafar, podes rir, chorar!
JUDAS: Não, não há mais risos nesses lábios, nem canções nesses ouvidos, nem mais pranto nos meus olho. Só desencanto no meu coração!
CONSCIENCIA: Vem, meu irmão do desespero? Vem comigo para a noite do homem, onde tudo se apaga, onde nada veras, nada ouviras, nada sentiras! Nem ódio, nem amor, nem pecado, nem perdão, nada, apenas nada!
JUDAS: Acabou-se a minha fé e ela está banida da minha boca!
CONSCIENCIA: Deus não está mais contigo!
JUDAS: Não tenho mais perguntas! Judas vai para a morte Deus do exércitos, contra minha vontade mim lanças-te ao mundo viu, contra tua vontade saí dele. Evitas se podes que Judas morra, evitas se pode que Judas destrua a má obra que fizestes! Satanás, em tua mão entrego o meu corpo!


Crucificação

Anás: Tu que destruirias o templo e em três dias o haverias de reconstruir, salva-te a te mesmo.

Soldado: Se és o rei da Israel desse agora dessa cruz e acreditaremos em ti.

Soldado: Tu que salvava os outros salva a te mesmo, salva-te a te mesmo. Si és na verdade o Cristo o eleito de Deus. Não te entregastes nas mãos de Deus, pois que ele venha te salvar se de fato te ama.

Soldado: Se és o rei da Judéia salva-te a te mesmo.

Jesus: Pai perdoa-lhes porque eles não sabem o fazem.

1 Ladrão: Não és tu o cristo, pois salva a te mesmo e salva a nós também.

2 Ladrão: Não temes a Deus quando sofre o mesmo suplício. Nós sofremos os castigos d nossos crimes mais ele nada de mal fez.

1 Ladrão: Senhor lembra-te de mi quando entrares no teu reino.

Jesus: Em verdade eu te digo que ainda hoje estarás comigo no paraíso.

Maria: Meu filho!

Jesus: Mulher eis ai o teu filho, João ai tens a tua mãe. Meu Deus, meu Deus, por que mim abandonaste? Eu tenho sede, eu tenho sede, eu tenho sede. Tudo está consumado. Pai em tuas mãos entrego o meu espírito.
 
Fonte: Editora Pia Sociedade de São Paulo; Seminário Litúrgico catequético.  
Ler 905 vezes Última modificação em Segunda, 06 Abril 2015 10:38
Redação TVC

Redação

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