Quinta, 23 Novembro 2017

Notícias do Brasil (70)

Notícias do Brasil em Geral

RIO - Os varejistas brasileiros não devem ver a cor do dinheiro das contas inativas do FGTS tão cedo. Uma pesquisa que será divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) estima que apenas 9,6% dos que vão sacar os recursos pretendem usá-los para comprar ou gastar com lazer. Por outro lado, chega a 65% os que vão usar o dinheiro para pagar dívidas ou poupar. Levando em conta os R$ 43,1 bilhões que serão sacados até julho, R$ 30,8 bilhões (71%) devem ser destinados a quitação de débitos ou poupança. Só R$ 3,7 bilhões, 8% do montante, serão usados para compras e lazer. Isso significa que o impacto esperado pelo governo com a liberação dos recursos será mais gradual. Primeiro, os trabalhadores devem se livrar das dívidas e refazer suas reservas. Depois, devem voltar a consumir, afirmam economistas.
 
Os dados da FGV são baseados em uma sondagem que apurou o que é prioridade para quem tem dinheiro de contas inativas a receber. Dos mais de 2 mil entrevistados em sete capitais, 41,3% afirmaram que pretendem quitar débitos. A FGV cruzou essa informação com dados da Caixa e estimou que R$ 17,7 bilhões serão usados para este fim. A segunda prioridade é poupar, escolhida por 24% das pessoas, que guardarão ou investirão R$ 13,1 bilhões.
 
Para Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da sondagem do Consumidor do Ibre/FGV, os dados estão em linha com o comportamento dos brasileiros na recessão. Mas significa que o impacto na atividade econômica será mais diluído. Antes da sondagem, a expectativa era de que as contas inativas tivessem efeito positivo de 0,4 ponto percentual sobre o Produto Interno Bruto (PIB) ainda neste semestre. Agora, a previsão é que esse efeito seja diluído ao longo do ano.
 
— O consumidor está aprendendo um pouco a ter racionalidade econômica. Poupar num ambiente de incerteza e não consumir. Isso é bom para manter a economia saudável e sustentável, mas a injeção de recursos demora a voltar para a economia — avalia a economista.
 
QUEDA DO ENDIVIDAMENTO
 
A aversão às compras aparece nas quatro faixas de renda analisadas pela pesquisa. A diferença é que, enquanto trabalhadores com renda mais baixa vão priorizar dívidas, aqueles que ganham mais vão preferir guardar. Para se ter uma ideia, a quitação de débitos é a prioridade de 60% dos que têm renda familiar até R$ 2.100, enquanto só 10% dizem que vão poupar. No outro extremo, entre os que ganham mais de R$ 9.600, 43,6% vão guardar o dinheiro, e só 24,5% pagarão contas em atraso.
 
São efeitos diferentes da mesma crise. Quem tem renda mais baixa e está endividado sofre com o orçamento apertado; quem ganha mais e não está comprometido com débitos também adia o consumo e prefere poupar, na expectativa da melhora do cenário econômico.
 
Para Gilberto Braga, professor do Ibmec-RJ, isso não significa que o comércio, que já começou a preparar ações especificamente voltadas para os trabalhadores que sacarão das contas inativas, não se beneficiará desse momento. Os R$ 17,7 bilhões destinados ao pagamento de débitos devem diminuir o nível de endividamento das famílias, que já vem caindo nos últimos meses, principalmente por causa da dificuldade em tomar novos empréstimos e financiamentos, dizem especialistas. Segundo dados do Banco Central, 42,2% da renda das famílias estava comprometida por dívidas em dezembro. Um ano antes, o percentual era de 44,55%.
 
— Uma parcela dos endividados estava sem acesso a crédito. Quando a pessoa regulariza a vida financeira, zera a negativação. Ainda que não seja de imediato, isso cria um potencial de consumo. Muitas pessoas que guardam recursos, à medida que veem que não vão perder emprego ou se reempregam, voltam a consumir — explica Braga.
 
R$ 3,6 BILHÕES NAS MÃOS DE INDECISOS
 
Na casa da aposentada Leonor Cristina Ferreira, de 58 anos, o momento de comprar ainda não chegou. Ela ainda não sabe quanto tem a receber de contas inativas, mas tem dois possíveis destinos para o dinheiro extra — seja qual for o valor: pagar a dívida de R$ 4 mil no cartão de crédito ou regularizar as parcelas de um terreno que comprou em Araruama, para onde quer se mudar em breve por causa da violência no Rio. Casada, com filhos e netos, ela garante que vai resistir à pressão para gastar com supérfluos:
 
— A prioridade é a dívida. Se não sobrar para os presentinhos dos netos, não tem problema. Depois a gente batalha e consegue alguma coisa.
 
Quitar dívidas também é prioridade do técnico em refrigeração Marcos Nascimento. Os cerca de R$ 500 vão para a dívida de R$ 350 que tem no cartão de crédito. Desempregado desde dezembro, ele só tem conseguido pagar metade da fatura, que só cresce.
 
— Com o resto, vou fazer compras. Guardar acho que não dá, não — conta.
 
Já a estudante Beatriz Lopes Roque pretende investir o dinheiro na sua primeira poupança.
 
— Não contava com esse dinheiro. O que eu ganho mensalmente dá para pagar minhas dívidas. Pretendo guardar e futuramente investir em alguma coisa. Vou ver se abro uma poupança para deixar ele guardadinho e não ter perigo de mexer.
 
Compras não são prioridade na casa do vigilante Valmir Vieira Filho. Aos 52 anos, ele usará os R$ 4.600 a que tem direito para realizar o sonho de concluir sua faculdade de Direito, iniciada — entre idas e vindas — em 2005. O dinheiro vai para quatro parcelas do crédito estudantil.
 
— Não (vou comprar). No momento, meu plano é só esse. E vai dar para guardar.
 
Diante da falta de disposição do brasileiro para gastar, o comércio pode ainda disputar a preferência dos que não decidiram o que fazer com a renda extra. Segundo a FGV, 11,9% dos trabalhadores que vão sacar das contas inativas não têm planos definidos para o dinheiro. Eles terão nas mãos R$ 3,6 bilhões até julho, segundo a estimativa.
 
A tendência é que, quando esses brasileiros decidirem o que fazer, também deem preferência para a quitação de dívidas, destaca Viviane, da FGV. Mas o economista Fabio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio (CNC) vê espaço para que alguma parte desse dinheiro seja destinada ao consumo.
 
— Parte desses recursos vai respingar no comércio. Junto com essa conjuntura mais favorável de renda menos corroída pela inflação e perspectiva de desemprego menor, o consumidor pode satisfazer parte desse consumo reprimido, que fez o varejo se retrair em 20% nos últimos três anos — afirma Bentes, da CNC.

Em matéria publicada no dia 30, terça-feira, o jornsal o Globo admite que pode twr segundo turno na eleição do Maranhão e cita como fonte dois institutos de pesquisas: Ibope e DataFolha.

O Globe faz uma análise dos 14 estados em que a disputa poderá ser definida no primeiro turno. Aponta o Maranhão, mas não indica tanta certeza. Tanto que coloca o estado do Maranhão como uma dúvida.

“Além dos cinco estados em que pode fazer o governador já no próximo domingo, o PMDB lidera ou pode disputar o segundo turno ainda em outros oito estados: Ceará, Goiás, Maranhão, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rondônia”, afirma o jornal que é dos maiores de circulação no país e indica os últimos números do DataFolha e Ibope.

O leitor mais atento há que perguntar como teremos segundo turno se os institutos apontam a vitória no primeiro? O Ibope, por exemplo, errou em 2006 dando a vitória de Roseana Sarney no primeiro turno. Quem ganhou foi Jackson Lago no segundo turno.

A debandada dos prefeitos não alterou a ordem dos fatores visto que ampla maioria encontra-se desgatada junto aos eleitores de seus municípios e a adesão a Flavio Dino seria apenas uma maneira encontrada para trair.

Fonte: Blog do Luis Cardoso

O médico Leandro Boldrini já tem novos advogados para o processo do assassinato do filho Bernardo em abril deste ano no Rio Grande do Sul. Ele será representado por Ezequiel Vetoretti e Rodrigo Grecellé Vares. Na tarde deste domingo (31), o acusado de planejar a morte do menino recebeu os dois profissionais em visita na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, onde está preso. Grecellé disse à RBS TV que eles ainda não tiveram acesso ao processo, portanto não há estratégia de defesa definida.

O corpo de Bernardo foi achado no dia 14 de abril enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos, no noroeste do estado, onde ele residia com a família. O menino estava desaparecido desde 4 de abril. Além de Boldrini, são réus no processo a madrasta, Graciele Ugulini, a amiga Edelvânia Wirganovicz e o irmão Evandro Wirganovicz. Eles estão presos e respondem pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Vetoretti e Grecellé substituem Jader Marques, que na tarde de sábado (30) comunicou que teve os poderes para representar o acusado revogados devido a "divergências" na defesa. "Por divergências com Leandro Boldrini sobre a condução da sua defesa técnica, recebo com naturalidade a revogação dos poderes para atuar em nome deste nos procedimentos em que é parte", declarou o advogado.

 

A decisão foi tomada um dia após a divulgação de dois novos vídeos de 2013 mostrando brigas de Graciele e Leandro com a criança. As gravações foram feitas pelo celular do médico e recuperados pela perícia após terem sido apagadas. As imagens são fortes. Em um trecho, o garoto aparece com uma faca e depois, com um facão, na mão (assista ao vídeo). Os arquivos foram obtidos pelo jornal Zero Hora.

Em um dos vídeos, de junho de 2013, o médico provoca o filho. "Isso aqui vai ser mostrado para quem quiser ver. Vamos lá, machão", afirma. Com uma faca na mão, Bernardo pede que o pai pare de gravar imagens suas com o celular. De acordo com a polícia, Leandro e Graciele fizeram as imagens para mostrar que o menino tinha comportamento agressivo.

Imagens mostram nova briga entre pai e menino (Foto: Reprodução/G1)Imagens mostram nova briga entre pai e
menino (Foto: Reprodução/G1)

De acordo com o Instituto Geral de Perícias, seis equipamentos de propriedade do casal foram analisados: quatro aparelhos celulares, sendo que um deles estava danificado, um GPS e um tablet. O trabalho foi desenvolvido em duas semanas entre processamento e geração de laudos e anexos.

A reação do menino às gravações demonstra que essa era uma prática do casal. Várias vezes, Bernardo pede que o pai pare de gravar ou apague o vídeo. Na segunda gravação, Bernardo chora, escondido dentro de um armário.

Veja a transcrição do vídeo
Leandro: Abre a porta aqui, eu quero te mostrar uma coisa.
Bernardo: Não quero escutar nada.
Leandro: Não seja tão agressivo.
Bernardo abre a porta do banheiro: Porque tu é um idiota.
O menino pega uma faca
Leandro: É contigo. Tu tá agindo pelos teus próprios atos. Vamos, vai. Vamos ver se tu é corajoso. Isso aqui vai ser mostrado para quem tu quiser saber. Vamos, machão.
Bernardo vai para outro cômodo e abre um armário.
Bernardo: Não tem o que eu quero.
Leandro: O quê
Bernardo: Álcool.
Leandro: Para quê?
Bernardo: (inaudível). Não te interessa.
Em seguida, ele aponta a faca na direção do pai.
Leandro: Baixa essa faca. Baixa essa faca, rapaz.
Bernardo: Não abaixo.
Leandro: Faz alguma coisa comigo com essa faca comigo que tu vai ver.
Bernardo: Tá bom, então segura esse telefone.
Leandro: Larga isso, rapaz.

Bernardo: Não largo.
Leandro: Larga, tu tá me ameaçando?
Bernardo: Tô.
Leandro: Tu tá me ameaçando?
Bernardo: Tô
Leandro: E o que tu vai fazer comigo?
Bernardo: Não te interessa.
Leandro: E o que tu vai fazer comigo?
Bernardo: Não te interessa. Te odeio igual.
Leandro: Para com isso, rapaz. Para
Bernardo:(inaudível) Medroso...
Leandro: Para com isso. Para, rapaz. Tira essa faca.
Bernardo: Não, então dá o telefone.
Leandro: Não, o telefone é uma coisa minha. Inventa de fazer uma coisa comigo. Faz, faz!
Bernardo: Medroso.
Leandro: Tá, encerrou? Encerrou?
Bernardo: Não.
(Bernardo sai e pega um facão)
Leandro: Terminou teu show? Terminou teu show?
Bernardo: Não.
Leandro: Baixa esse facão, rapaz.
Bernardo: Não.
Leandro: Baixa essa merda, ai rapaz! Baixa essa merda, ai rapaz!
Bernardo: Então apaga o vídeo.
Leandro: Então tu primeiro larga essa coisa no chão.
Bernardo: Então para o vídeo. Senão eu não vou parar.
Leandro: Eu mando em você. Eu mando.
Bernardo: Tira o vídeo!
Leandro:  Tirei.

Na quinta-feira, vídeo de briga com casal e menino foi divulgado

 

Na quinta, o G1 teve acesso a outro  vídeo que mostra uma briga entre Bernardo, o pai, Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele. As imagens foram gravadas no celular do pai do menino em agosto de 2013.  O vídeo capta os pedidos de socorro de Bernardo, de 11 anos, assassinado em abril deste ano (assista ao vídeo ao lado e leia a íntegra da transcrição aqui).

O vídeo começa com a sombra de Leandro no chão do quarto da casa onde a família morava, em Três Passos, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. O pai de Bernardo liga a câmera e passa para Graciele enquanto o menino grita por socorro de um outro cômodo. É possível ver o rosto do médico neste momento das imagens. A madrasta pega o celular e o ajeita na cama do casal.

É possível ouvir Bernardo em outro cômodo gritando por socorro por mais de três minutos. Em seguida, o menino se aproxima para pedir o telefone emprestado para "denunciar" o pai. Leandro chama a atenção, pedindo que Bernardo cuide a irmã, que está no mesmo cômodo. Depois começa a discussão entre o menino e a madrasta, em que ocorrem as ameaças.

GNews - Menino Bernardo (Foto: globonews)Bernardo Boldrini foi encontrado morto em uma
cova  (Foto: Reprodução)

Entenda 
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No dia 6 de abril, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.

No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.

O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. No dia 14 de abril, o corpo do garoto foi localizado. Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem de um sedativo e depois enterrado em uma cova rasa, na área rural de Frederico Westphalen.

O inquérito apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Ainda conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro.

Fonte: G1

Cinco pessoas ficaram feridas após uma queda de um helicóptero por volta das 16h30 deste domingo (31) em Candói, na região central do Paraná. O aspirante Latuf do Corpo de Bombeiros disse ao G1 que a aeronave fazia um voo panorâmico na região e caiu de uma altura de aproximadamente 15 metros. Ao todo, seis pessoas estavam na aeronave. Apenas o piloto não se feriu. "As primeiras informações que nós temos é de que o helicóptero sofreu uma pane no motor e de que encostou em uma rede de alta tensão antes de encostar no chão", explicou o aspirante.

As vítimas foram levadas para o Hospital Santa Clara e já foram liberadas. O acidente aconteceu a 100 metros da Festa Nacional do Charque, que termina neste domingo. 

Fonte: G1

 

"Não vejo como criticar a equipe", diz Felipão, para quem geração não ficará marcada.

Mesmo após tomar 10 gols em dois jogos e de conduzir o Brasil na vexaminosa campanha rumo ao quarto lugar da Copa do Mundo, Luiz Felipe Scolari se esquivou de perguntas sobre a sua permanência no cargo de técnico da Seleção. Felipão também ignorou o desempenho dos comandados e disse que Brasil fez uma "copa excelente". Sobre a derrota por 3 a 0 para a Holanda, o técnico elogiou comandados, que "tiveram boas oportunidades."

"Eu não vejo como criticar a equipe que perdeu por 3 x 0. Teve desenvoltura, jogou bem. Foram atrás, tiveram boas oportunidades. Não fizeram um jogo ruim", analisou Felipão. Para ele, o "grupo atingiu seus objetivos até chegar à semifinal". Depois, "a equipe não foi bem e nós assumimos isso". "Jogamos razoavelmente o jogo de hoje. Tivemos reação e foi bom. ( Os jogadores) saem com a minha confiança, alegria, a ótica que tem boas qualidades. O caminho está aberto para que exista uma seleção muito melhor até 2018", emendou.

Geração Marcada

Além de analisar positivamente o elenco no jogo de hoje, Felipão viu com bons olhos o desempenho em toda a competição. "Acho que foi uma copa excelente com tudo o que a gente gostaria de ver dentro do Brasil, em relação às equipes e às pessoas que vieram nos visitar". Sobre o elenco, Scolari defendeu que jogadores não devem ficar "marcados" negativamente.

"Essa geração não tem que ficar marcada", defendeu Felipão. "Vai ficar marcada porque venceu a Copa das Confederações e perdeu o mundial. Como uma geração que começou a campanha para 2018 entre os 4 melhores do mundo". Apesar de valorizar o desempenho dos comandados, o técnico se disse triste com a colocação final na Copa. 

Adeus

"Quem deve decidir é o presidente", disse sobre a possibilidade de deixar o cargo, e lembrou de pacto pré-Copa. "Nós entregaríamos o cargo à direção no fim da competição porque era o combinado, ganhando ou perdendo", garantiu Scolari. Ainda assim, Felipão disse que cabe ao presidente da CBF, José Maria Marin, que tem "capacidade e qualidade", analisar a situação. "Vou fazer o relatório e entregar o cargo, ganhando ou perdendo, como tínhamos combinado", emendou.

Reciclagem

Questionado se não seria a hora de passar por uma reciclagem, Felipão rebateu com arrogância. "Eu? Há um ano eu ganhei a Copa das Confederações. Eles teriam de vir ao Brasil se reciclar". Para Scolari, a conquista da Copa das Confederações e a quarta posição na Copa do Mundo são provas do bom trabalho à frente da Seleção.

"Nas três Copas que disputei (uma por Portugal), cheguei entre os quatro melhores do mundo", ressaltou o treinador, que comparou a campanha em 2014 com a das duas últimas copas. "O resultado, já falamos, foi o pior da história, eu sei disso. Tenho que ver o lado positivo, porque em 2006 não chegamos entre os quatro, em 2010 também não, e agora chegamos. Eu vejo o lado positivo."

Fonte: O Imparcial

Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Ibope aponta que 26% da população não estão interessados nas eleições de outubro, quando os brasileiros irão às urnas para eleger presidente, governador, senador e deputados.

Conforme a pesquisa, 16% dos entrevistados disseram estar "muito interessados" nas eleições deste ano, 29% responderam "interesse médio" e 29% avaliaram ter "pouco interesse".

Para o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, os percentuais indicam insatisfação das pessoas. Ele ponderou, contudo, que a situação deve mudar, com o início da campanha eleitoral, em julho.

"Chama atenção um quarto da população dizendo que não tem interesse nenhum nas eleições ainda. E 16%, um pouco mais alto, o número de pessoas dizendo que vão votar em branco. Acho que isso é uma coisa nova, se você compara com 2010, onde o pessoal de brancos e nulos era muito menor", avaliou.

De acordo com a pesquisa, a maior parte dos jovens e das pessoas com 45 anos a 54 anos não estão interessada na eleição. Dos entrevistados entre 16 anos e 24 anos, 12% disseram ter muito interesse no pleito. Somando os que responderam muito interesse com médio interesse, chega-se a 43%. Quando se soma os que escolheram pouco interesse com nenhum, atinge-se 57%.

No caso dos que estão na faixa dos 45 anos a 54 anos, 41% estão com muito interesse ou interesse médio. E 59%, com pouco ou nenhum interesse.

Entre as pessoas com 25 anos a 34 anos, a diferença entre os muito e pouco interessados diminui. A soma de muito e médio interesse atinge 48%, enquanto a de pouco e nenhum, 52%. A situação é parecida quando se consideram os entrevistados com mais de 55 anos: 47% têm muito ou médio interesse. E 52%, pouco ou nenhum.

A parcela que tem ensino superior apresenta maior interesse nas eleições. Os que têm de quinta a oitava séries do ensino fundamental são os que responderam ter menor interesse.

Na Região Sudeste, foi registrado o menor percentual de entrevistados interessados nas eleições. Segundo a pesquisa, 60% responderam ter pouco ou nenhum interesse, contra 39% de interessados. Os percentuais são 46% e 53% no Norte/Centro Oeste; 54% e 45%, no Nordeste; respectivamente.

Nas capitais, o percentual referente a muito ou médio interesse chega a 40%, contra 59% dos que não estão muito interessados ou não têm interesse algum. Nas periferias, o número é 48% e 52%, respectivamente. No interior do país, é 46% interessados contra 54% dos que têm pouco ou nenhum interesse.

O levantamento, feito em parceria com o Ibope, ocorreu entre os dias 13 e 15 deste mês. Foram ouvidas 2.002 pessoas em 142 municípios. A margem de erro é dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte: UOL

Algumas horas após se reapresentarem ao técnico Luiz Felipe Scolari, os reservas da seleção brasileira, reforçados por Hulk, Ramires e Julio César, treinaram no gramado da Granja Comary, em Teresópolis. A atividade aconteceu debaixo de forte chuva.

Antes de os jogadores descerem ao campo, eles fizeram um trabalho na sala de musculação do CT da CBF. Os titulares não foram a campo. Quem atuou por mais tempo no empate por 0 a 0 com o México fez apenas um regenerativo na concentração da Seleção.

Um dado positivo foi o retorno do atacante Hulk às atividades com o grupo. No último domingo, o jogador sentiu um problema na coxa esquerda e chegou a realizar uma ressonância magnética. O exame não apontou lesão. Ele não treinou na véspera do confronto e ficou como opção no banco de reservas.

Nesta quinta-feira, ele participou normalmente da atividade. Logo após a partida diante dos mexicanos, em Fortaleza, o médico da seleção brasileira, José Luís Runco, já havia dito que o atleta estava em condições de ser usado por Felipão na partida. 

Hulk no treino da Seleção (Foto: Mowa Press)Debaixo de chuva, Hulk treina normalmente com o grupo na Granja Comary (Foto: Mowa Press)

 

 

Em campo, os atletas fizeram uma atividade técnica. Em seguida, sob o comando do preparador Paulo Paixão realizaram um treino físico.

Após a quarta-feira de folga, os jogadores da Seleção se reapresentaram a Felipão no Rio de Janeiro e retornaram a Teresópolis. Na próxima segunda-feira, o time vai encarar Camarões, no Mané Garrincha, em Brasília, pela última rodada do Grupo A. 

O confronto será transmitido ao vivo pela TV Globo, Sportv e GloboEsporte.com. O site também acompanha a partida em Tempo Real.

Fonte: Globo.com

O número de candidatos na segunda edição de 2014 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ultrapassou a marca de 1 milhão até as 12h desta quarta-feira (4), segundo balanço parcial divulgado pelo Ministério da Educação. O prazo termina às 23h59.

Ao meio-dia já havia 1.009.986 estudantes inscritos. Na mesma edição do Sisu do ano passado, o total de inscritos foi de 788.819.

Nesta edição, válida para o segundo semestre, serão oferecidas exatamente 51.412 vagas em 67 instituições. O Sisu é um processo seletivo que usa as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para selecionar estudantes em cursos de graduação de universidades federais e institutos tecnológicos de ensino superior. Para participar, é preciso ter feito o Enem em 2013 e obtido nota acima de zero na redação.

Cada candidato poderá escolher duas opções de vagas em qualquer instituição participante. Ao longo do período de inscrições o sistema on-line informará diariamente a nota de corte.

Estudantes já podem consultar as vagas no site do Sisu (Foto: Reprodução )Site do Sisu (Foto: Reprodução )

Cronograma
O resultado da primeira chamada do Sisu sairá nesta sexta-feira (6), e a matrícula poderá ser feita de 9 a 13 de junho. Já a lista dos classificados em segunda chamada será divulgada em 24 de junho. As matrículas para a segunda chamada vão de 27 de junho a 2 de julho.

A quantidade de vagas é 29% maior que o total oferecido em junho de 2013, segundo o ministro da Educação, Henrique Paim. Do total das vagas, 28.802 (56%) serão destinadas à ampla concorrência; 21.142 (41%) serão preenchidas por cotas e 1.468 (3%), por outras ações afirmativas do Ministério da Educação (MEC).

Das 67 instituições de ensino participantes (61 federais e seis estaduais), a Universidade Federal Fluminense (UFF) abriu a maior quantidade de vagas (4.259), seguida pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR, com 3.944), pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, com 3.669) e pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA, com 3.108).

Desta edição, participarão quatro novas instituições: Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), Universidade Federal do Cariri (UFCA) e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

A maior quantidade de vagas está concentrada nos cursos de engenharia (8.707), pedagogia (1.368), administração (1.383) e ciências biológicas (1.377).

Paim disse que o aumento de vagas oferecidas pelo Sisu "confirma a expectativa que todos têm de credibilidade em torno desse processo de seleção unificada". "O estudante não precisa mais se deslocar para fazer mais de um processo seletivo. A partir do seu computador, ele tem acesso a 67 universidades", declarou o ministro durante entrevista coletiva em Brasília.

Veja as instituições participantes:

Acre: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre (Ifac).

Alagoas: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Alagoas (Ifal), Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Amapá: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá (Ifap).

Amazonas: Nenhuma instituição do estado participa desta edição do Sisu.

Bahia: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano), Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFRB), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba).

Ceará: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), Universidade Federal do Cariri (UFCA).

Distrito Federal: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB).

Espírito Santo: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes), Universidade Federal do Espíritop Santo (Ufes).

Goiás: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG).

Maranhão: Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Mato Grosso: Nenhuma instituição do estado participa desta edição do Sisu.

Mato Grosso do Sul: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (IFMS), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Minas Gerais: Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet/MG), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais (IFNMG), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudoeste de Minas Gerais (IFSEMG), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais (IF Sul de Minas), Universidade Federal de Alfenas (Unifal-MG), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Universidade Federal de Lavras (Ufla), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ), Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).

Pará: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA).

Paraíba: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Paraná: Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Pernambuco: Fundação Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

Piauí: Universidade Federal do Piauí (UFPI).

Rio de Janeiro: Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet/RJ), Centro Universitário Estadual da Zona Norte (Uezo), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IF Fluminense), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Rio Grande do Norte: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Rio Grande do Sul: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Rio-Grandense (IFSUL), Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Rondônia: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO).

Roraima: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima (IFRR.

Santa Catarina: Fundação Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS).

São Paulo: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP).

Sergipe: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe (IFS).

Tocantins: Fundação Universidade Federal do Tocantins (UFT), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins (IFTO).

Fonte: Globo.com

renananunciaO presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) respondeu "negativamente" nesta quarta-feira (2) às questões de ordem formuladas pelos senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) contra pedidos de instalação de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) para investigar a Petrobras.

Com isso, Renan Calheiros se posicionou favoravelmente à investigação, mas decidiu recorrer à Comissão de Constituição e Justiça, que deverá dar a palavra final sobre o assunto. A CCJ poderá colocar o assunto em pauta na próxima reunião da comissão, na semana que vem. A comissão é composta em sua maioria por parlamentares aliados ao governo – o presidente é o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). Dos 28 integrantes, somente seis são da oposição (quatro do PSDB, um do DEM e um do PSOL). Se a CCJ não chegar a uma conclusão, a decisão será remetida para o plenário do Senado.

Gleisi Hoffmann tinha contestado a criação da CPI proposta pela oposição, que se destina a investigar exclusivamente denúncias de irregularidades na Petrobras. Aloysio Nunes apresentou questão de ordem contra a proposta de CPI de autoria de senadores governistas, que, além da Petrobras, inclui na investigação o metrô de São Paulo, o porto de Suape e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), todas empresas de estados administrados pela oposição.

Em pronunciamento no plenário do Senado, Renan, que vinha dizendo que a criação de CPI era desnecessária, justificou sua decisão dizendo que “segmentos políticos antagônicos” no Senado desejam “profundas investigações”.

“Ambos os lados apontaram fatos determinados que estão a merecer essa investigação política ainda que estejam sendo apurados pelas instâncias competentes. Creio que a prudência e a razão recomendam que investiguemos todos os fatos, afinal a impunidade que pode brotar tanto da omissão quanto da leniência não deve se transformar em cumplicidade, motivo pelo qual não vejo como evitarmos as investigações”, declarou o presidente.

Pela decisão de Renan Calheiros, a CPI terá a amplitude proposta pelos aliados e não será focada apenas na Petrobras, como queriam os oposicionistas. Ele argumentou que o objeto de investigação da comissão da oposição já está contemplado pelo requerimento dos governistas. Portanto, considera que a CPI governista servirá de adendo para a primeira comissão proposta.

“Nós negamos as duas questões de ordem e decidimos que podem sim acrescer fatos determinados, e os fatos determinados estão, portanto, acrescidos. Não são suas CPIs. É apenas uma comissão, acrescida de novos fatos determinados”, esclareceu.

Depois que Renan manifestou esse entendimento, o líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), e o presidente do partido, senador Aécio Neves (MG), afirmaram que poderão recorrer ao Supremo Tribunal Federal (SP) para assegurar que a CPI investigue exclusivamente a Petrobras.

De acordo com a Constituição Federal, as comissões parlamentares de inquérito serão criadas "para a apuração de fato determinado e por prazo certo".

Para rejeitar o questionamento de Gleisi Hoffmann, Renan argumentou que o Supremo Tribunal Federal, em 1994, já havia deliberado que “novos fatos determinados podem ser incorporados ao rol inicial, mesmo em curso das investigações empreendidas pelas CPIs”. Para o senador, “é comum” que o requerimento inicial de criação de CPIs seja “mal direcionado, ao ponto de serem admitidos fatos novos”.

No caso da questão de ordem do tucano Aloysio Nunes, Calheiros disse que as empresas estaduais que a CPI governista pretende investigar foram financiados por operações de crédito aprovadas pelo próprio Senado. “Tudo quanto o Congresso pode legislar, ele pode investigar”, declarou o presidente.

CPI mista
Como presidente do Congresso, Renan Calheiros decidiu também marcar para o próximo dia 15 de abril a leitura de um terceiro pedido, protocolado nesta quarta pela oposição, para criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (que reunirá senadores e deputados) para investigar exclusivamente a Petrobras.

Fonte: Globo.com

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Um brasileiro que vive na Austrália pode ajudar, com sua pesquisa, a responder uma das questões mais intrigantes do mundo científico atual: por qual motivo as abelhas estão sumindo em várias partes do mundo?

Paulo de Souza, físico de formação, é o pesquisador líder da área de microssensores da Organização de Pesquisa Industrial e Científica da Austrália, conhecida pela sigla Csiro. Baseado na Tasmânia, desde setembro passado ele acompanha um experimento com o intuito de determinar o que tem impactado a vida desses insetos.

Souza foi responsável por desenvolver um sensor, com tamanho de 2,5 por 2,5 milímetros e peso de 5 miligramas, que é colocado nas costas dos insetos. Ele funciona como um "crachá de identificação", pois transmite dados e registra o que acontece com o inseto.

O objetivo do microaparelho é acompanhar passo a passo os movimentos de 5 mil abelhas, examinando a polinização feita por elas e sua produção de mel. Cada um deles custa cerca de R$ 0,63.

Entre as causas listadas como responsáveis pelo sumiço de abelhas estão o uso excessivo de pesticidas, excesso de parasitas que afetam esses insetos, poluição do ar e da água, além do estresse causado pelo gerenciamento inadequado das colmeias.

Importância
A mortalidade de abelhas ao redor do planeta ameaça ambos os processos. Entre as possíveis causas já listadas estão o uso excessivo de pesticidas, como os neonicotinoides, excesso de parasitas que afetam esses insetos, poluição do ar e da água, além do estresse causado pelo gerenciamento inadequado das colmeias.

Investigar essas e outras hipóteses é importante, porque pode evitar um possível caos ambiental. O declínio, de acordo com o pesquisador, põe em risco a capacidade global de produção de alimentos.

Para se ter ideia, segundo a Organização das Nações Unidas, os serviços de polinização prestados por esses insetos no mundo – seja no ecossistema ou nos sistemas agrícolas -- são avaliados em US$ 54 bilhões por ano. Além disso, 73% das espécies vegetais cultivadas no mundo são polinizadas por alguma espécie de abelha.

Somente na Austrália, local dos testes, cerca de 17% de todo o alimento plantado no país, como as frutas, nascem graças à polinização feita tanto por abelhas domesticadas, quanto por espécies selvagens.

O pesquisador Paulo de Souza segura abelhas que são utilizadas em testes em laboratório da Tasmânia, na Austrália (Foto: Divulgação/Csiro- Austrália)O pesquisador Paulo de Souza segura abelhas que
são utilizadas em testes em laboratório da Tasmânia,
na Austrália (Foto: Divulgação/Csiro- Austrália)

Experimento com pesticidas
Para implantar o sensor nos insetos, os pesquisadores adormecem as abelhas ao colocá-las na geladeira a uma temperatura de 5ºC. Depois, usam uma supercola para fixar o microssensor. De acordo com Souza, o miniequipamento não atrapalha o voo.

Os testes na Tasmânia são feitos com quatro colmeias. Duas vivem no ambiente natural da região, que é considerada uma das menos impactadas pela poluição do ar e da água.

Elas estão a um quilômetro de distância de outras duas colmeias, que recebem constantemente pequenas doses de agrotóxicos neonicotinoides no alimento (que tem origem na molécula de nicotina).

Esses defensivos agrícolas já foram banidos em alguns países por suspeita de intoxicar as abelhas, em um fenômeno chamado de “distúrbio do colapso das colônias”, quando os insetos não retornam às colmeias e morrem após o corpo sofrer um "curto-circuito" possivelmente devido à excessiva exposição a determinados compostos químicos.

De acordo com Souza, os primeiros resultados do teste mostraram que as abelhas com sensores que tiveram contato com os defensivos demoravam mais para voltar à colmeia – ou nem voltavam. “Os neonicotinoides alteraram o comportamento delas”, disse Souza.

A meta do brasileiro, que lidera uma equipe com outros 13 profissionais, é desenvolver um sensor de 1,5 milímetro até o fim deste ano. Em quatro anos, o tamanho atual deve diminuir em 20 vezes, de forma que será implantado na abelha com a ajuda de um spray.

Testes no Brasil
Ainda no segundo semestre deste ano, a investigação atravessa o oceano e troca de continente. As abelhas do Brasil serão o alvo da pesquisa, principalmente as que vivem na Amazônia.

De acordo com Souza, o estudo será feito em parceria com o Instituto Tecnológico Vale, braço da mineradora Vale que é voltado ao desenvolvimento sustentável.

Serão implantados entre 10 mil e 20 mil sensores nos insetos para saber se há algum tipo de impacto negativo que influencie a polinização das abelhas.

Fonte: Globo.com

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