Segunda, 25 Junho 2018

07/07/2014 - A DOR DE NEYMAR

Escrito por  Publicado em Direito e Avesso Segunda, 07 Julho 2014 15:27
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A DOR DE NEYMAR

 

A pancada de Zúñiga nas costas de Neymar doeu na coluna de todos os habitantes da “pátria das chuteiras”. Cabendo à FIFA dizer se a entrada foi dolosa ou não, - mas todos sabem que foi maldosa, menos o árbitro da partida -, por isso merecendo castigo o jogador colombiano, vamos aguardar a posição da autoridade máxima do futebol sobre a jogada desse cara.

 

Porque todos sentimos a dor em nossas colunas, acompanhamos a recuperação de nosso craque com ansiedade. Matéria unânime em todos os meios de comunicação, a comoção nacional não pode nos levar ao desespero de já termos perdido a Copa. Assim, era jogar toda a responsabilidade pela competição ao jogador abatido em campo. Sabemos que o futebol é esporte coletivo e que onze competidores de cada equipe perseguem a vitória. Temos que confiar nos dez companheiros de Neymar e em seu substituto.

 

O país do futebol passou por situação semelhante, em 1962, na Copa do Chile. Pelé, o maior jogador do mundo, - como reconhecido por todos, menos pelo invejoso Maradona -, contundiu-se no segundo jogo contra a Tchecoslováquia, com quem viria a jogar e vencer a final. Naquele tempo era pior que hoje, pois não podia haver substituição na partida. Jogador machucado ia para a ponta esquerda, apenas para fazer número.

 

Mas, mesmo assim, o Brasil ganhou aquela Copa, com grandes estrelas campeãs de 1958, na Suécia. Amarildo substituiu Pelé com eficiência. É histórica e épica a participação do “Possesso”, fazendo dois gols, na vitória contra a Espanha. Sem Pelé em campo, Garrincha passou a comandar as ações, merecendo até perdão da FIFA por uma expulsão, em razão de sua espetacular campanha. Essa Copa ficou conhecida como a “Copa do Garrincha”.

 

Não há motivo de desespero. O Brasil pode ganhar a copa mesmo sem Neymar. Não podemos admitir de voltemos a ter o “complexo de vira-latas”, como chamava Nelson Rodrigues a falta de confiança em nossa seleção, após a derrota de 1950, no Maracanã. Os tempos são outros. A história não se repete. Mas vamos ver quem será o nosso novo Amarildo e o nosso novo Garrincha.

 

Pra frente, Brasil!

Por Carlos Augusto Macêdo Couto

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Redação TVC

Redação

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