Quinta, 23 Novembro 2017

11/08/2014 - DIA DOS PAIS, DIA DOS FILHOS

Escrito por  Publicado em Direito e Avesso Segunda, 11 Agosto 2014 10:11
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Primeiro, o Dia das Mães. Criado para salvar da mortalidade infantil os filhos de trabalhadores na sociedade industrial americana. Dizem até que surgiu mesmo foi na Grécia, em homenagem a Rheapara adoração à mãe dos deuses. Um século depois, o Dia dos Pais, instituído, entre nós, no meado do Século XX, com finalidade de aumentar as vendas, ante o sucesso comercial do Dia das Mães. E ambas as festividades passaram a ser marcos estatísticos do comércio 

 

Em minha infância, não se falava muito nessa homenagem aos pais. Apenas, às mães. Mas, na juventude, os pais passaram a receber a mesma veneração, em seu dia. Como estudava em São Luís, escrevia carta a meu pai, para felicitá-lo, com antecedência de quase um mês, o tempo necessário para a missiva chegar a Colinas. Aliás, hoje já não se escrevem cartas, ante a velocidade dos meios de comunicação, com transmissão, quase em tempo real, de fotos de eventos, selfies e vídeos, pelo celular, e recepção imediata. 

 

Durante certo tempo, para mim, este dia era apenas uma data de saudade. Seu Agostinho, meu pai, se foi pra outra vida, ainda na década de 70, do passado século. Depois que me tornei três vezes pai, passei para o outro lado, o dos felicitados. Primeiro, quando infantes os filhos, as comemorações de Zuleica, mãe de meus filhos, e o sorriso maroto dos meninos. Quando crianças e adolescentes, eles, também com ela,, sempre tiveram a preocupação de comemorar o dia. Ainda hoje, foi assim. Juntou-nos todos no café da manhã, e, já com Lucas, o filho/neto, cantaram para mim e me encantaram. 

 

 

Mas, por que tudo isso? Porque o coração de filho só não é maior do que coração de mãe. Embora a distância entre esses corações  seja pequena. Não é para agradecer ao pai, pelo que receberam, porque não devem fazê-lo. Antes, há a obrigação de quem trouxe alguém ao mundo de torná-lo feliz. E a felicidade há de ser medida pela relação de cumplicidade entre pais e filhos, não pelos bens materiais. Mais que tudo, atenção, carinho, boa conversa, compreensão, respeito e aceitação das diferenças servem para construir as relações paternais. 

 

Uma verdade é óbvia, todavia: só se é pai, porque se tem filho. Portanto, não é o pai que faz existir esse dia, mas o filhoNinguém deixa de ser pai um dia sequer, quando assume a paternidade biológica ou afetiva. O filho entranha-se na vida dos pais, como a unha na carne. Nem a morte os separa. Mas este dia, em que as homenagens ao pai é que dominam os sentimentos (e o comércio), não existiria, se filhos não houvessem e não fossem incentivados por suas mães.   

 

Assim, Dia dos Pais é o Dia dos Filhos. 

 

Por Carlos Augusto Macêdo Couto 

Ler 728 vezes Última modificação em Domingo, 17 Agosto 2014 00:10
Redação TVC

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