Quinta, 23 Novembro 2017

14/04/2015 - Cem dias de governo: pouco a comemorar

Escrito por  Publicado em Ponto de Vista Terça, 14 Abril 2015 17:06
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Cem dias de governo: pouco a comemorar

 

            Não é digna de crítica a mobilização feita pelo governo estadual para comemorar os feitos dos 100 primeiros dias de governo; nem se pode dizer que nada foi feito, pois, entre anúncios e fatos, medidas foram tomadas. O governo está longe, entretanto, de merecer uma análise positiva no sentido de mitigar as mazelas do estado.

         Um programa específico para atender as cidades com menor IDH está mais do que correto, mas ainda longe de apresentar resultados; a contratação de servidores para o quadro efetivo, que aguardavam a chamada, é bom, mas não atende ainda as necessidades em várias áreas; organização de atividades de segurança é correto, mas os resultados ainda são pífios; convênios com algumas prefeituras para pavimentação são coerentes, mas não atendem ainda nem 10% das cidades; notícias de moralização na saúde são alvissareiras, mas a manutenção da contratação de organizações sociais indica que os possíveis esquemas podem não ter terminado; anúncios de construção e recuperação de estradas, escolas, pontes etc são animadores, mas nada ainda foi entregue, a maioria nem começou.

       Por enquanto, o que podemos visualizar ainda está no campo das intenções. Não se pode afirmar categoricamente que o governo erra, mas defender que acerta seria uma opção arriscada e baseada em pouca coisa de concreto.

     O Maranhão atravessa uma crise importante e pouco se fala nisso. Duas das maiores contratadoras privadas de trabalhadores - Vale e Alumar – estão demitindo assustadoramente, projetos apresentados como desenvolvimentistas estão suspensos, como a refinaria fantasma de Bacabeira, ou com graves problemas, como a fantástica exploração de gás e instalação de termelétricas no centro do estado, que esbarram em toda a sorte de abusos ambientais e sociais. Essa discussão tem que entrar na ordem do dia, pois o Estado não deve apenas atuar de forma assistencialista, embora a atenção social seja uma sua obrigação.

          A comemoração, portanto, foi midiática, meio que um rito de passagem. Tem sua importância política, também para a motivação dos governistas e para dar alguma satisfação para a sociedade. Aguardemos os 300 primeiros dias para percebermos se algo melhorou de fato, com dados e números.

 

Foto 1Carlos Agostinho Couto
Carlos Agostinho Couto é neto e filho de colinenses. Graduado em jornalismo, é professor da UFMA e interessa-se por cultura, economia, política e literatura.

Ler 372 vezes Última modificação em Terça, 14 Abril 2015 17:08
Redação TVC

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